27 de julho de 2011

try.



Sexo com amor não é melhor, 
mais do que isso: é sincero.
Carpinejar.

Eu poderia escrever sobre tantas coisas. Eu gostaria de rabiscar sobre suas manias, minhas risadas, cada pedacinho, mas não, me da uma preguiça absurda desta vez. Percebi que o mais medroso é você, sua repetição infindável chega a ser engraçada, não se preocupe meu amor, acho que só você não compreendeu que agora eu sou a mais segura.  O meu silêncio não é sinônimo de fantasia, é que eu simplesmente não estou a fim de pensar além contigo.
É, eu gostaria de escrever mais coisas sobre o que passamos, mas acho mais apetitoso viver e esperar que quando a porta se fechar você segure na minha mão como antes, eu disse que seria leve agora.
E caso não seja eu pego a minha bolsa e vou embora, sem dor e sem rancor.

Não que eu te amo menos, é só que eu me amo mais.




21 de julho de 2011

3.33



Eu precisava ver você tocando mais uma vez.

Nós sempre precisamos um do outro, tanto que não soubemos controlar todo esse amor que exalava, aonde erramos?! Você não tem idéia do quanto sonhei com seu cheiro, seu gosto, seu corpo, eu sonhei de verdade, te desejei todos os dias, desde o dia em que você foi embora.
Erramos tanto, crescemos tanto, mudamos, mas nada mudou de verdade não é?! Você me olha do mesmo jeitinho de antes, me encara como se eu fosse à visão mais bela que contemplou, o seu sorriso ainda é bobo demais para mim. E pensar que dormi chorando tantas noites pensando que você já tinha me esquecido.
Tudo foi dito de uma maneira simples, direta, sincera. É como você disse, nos perdemos por bobeira. É como eu disse, não sabíamos que era possível amar dessa forma.  Nada mudou. As horas se passaram e as conversas fluíram como antigamente, os toques sutis nos denunciaram, e ainda mantivemos o ritmo sincronizado do copo e do vício.
Você lembra as minhas manias idiotas, sabe de que lado minha boca entorta, os olhinhos apertados vibram com as minhas historias bobas.
Eu precisava ouvir da sua boca que ainda sou eu.
Eu quero escrever tanta coisa, quero gritar pra quem quiser ouvir que somos nós, mas isso é relevante desta vez. O que realmente importa é que agora agente sabe, de verdade. Hoje eu fui embora com o coração partido de te deixar, mas com uma plenitude que eu não sentia há tempos, uma calmaria que só nos seus braços é possível sentir.
O bilhete deixado em cima das suas coisas é verdade, já vimos que é desnecessário fugir desse amor todo.

Eu te disse: hoje e sempre.

31 de maio de 2011

360º


'Deixa eu te contar um segredo...'
Lorrânia Viana.


A insônia é minha amiga fiel, dessas que posso contar nas melhores horas da noite. Eu não sei se os finais de temporada dos meus seriados favoritos me emocionam ou se gosto de me inspirar nos dramas alheios, acho que os meus são insuficientes.
Algo me chamou atenção hoje, uma personagem que nem gosto tanto, uma daquelas que esta ali simplesmente porque tem que preencher uma vaga, uma dessas daí mesmo, enfim... hoje ela foi fundamental. Engraçado como até os personagens sem graça tem seu dia.  Pois bem a sem sal me mostrou que no amor impossível o que mais dói é quando ele te deixa ir, é tipo ‘vai seja feliz’ ou ‘eu te amo tanto que quero sua felicidade acima de tudo’. Isso tudo é uma porcaria sabia?! Será que da para consumir toda essa alegria ao lado de quem se ama?! Só pode dar audiência ora, um chora de um lado, outro enche a cara e se lamenta com os amigos mais amargurados ainda, e depois eu que sou a autodestrutiva por ter como válvula de escape o meu modesto blog. Ah ta.

Se eu for parar e pensar que as coisas que sinto aqui dentro são tão confusas e ao mesmo tempo tão organizadas, eu surto, sério. Sabe a personagem chatinha que falei ali em cima?! Então, ela amou loucamente, foi traída, levou o clássico ‘pé na bunda’, se revoltou, pintou o cabelo e pra que?! Ela continuou amando o infeliz lindo que a fez chorar tanto. Estão vendo como o amor é propositalmente uma droga?! Chega a ser cômico quando penso como ofendemos a quem amamos, que no fundo agente só quer que ele volte a deitar no mesmo lado da cama e ainda faça aquela cara de cachorro morto quando acha que esta com uma febre demoníaca (quando tudo não passa de um resfriado).

Nascemos para amar e particularmente eu curto demais minhas fossas. Seria estranho se eu fosse fria demais ou se chorasse apenas um dia pelo coração partido. Faz parte do meu eu esse drama todo, essa mania de querer que meus romances se pareçam com os seriados que tanto adoro, eu não me perdoaria se eu fosse apenas uma personagem fraca.

Eu nunca quis ter só um episódio em que me destacasse, pelo ao contrário, a minha tragicomédia daria uma série inteira, só para mim.

L.

4 de abril de 2011

anda guri.




'...acabei acostumando com a ausência,
me acostumei.'
Lorrânia Viana.

E quem diria que o mundo de repente ficaria aos meus pés, que o inesperado já não era tão surpreso assim e que hoje enquanto a maioria se deleita com os prazeres do álcool e da carne, aqui estou com meu pijama nada sensual, os meus óculos desgastados pelo uso e com o coração leve, pleno.

Pra variar as músicas de sempre, a insônia de sempre, o amor de sempre. Eu acho é graça, como diz uma grande amiga minha e eu acho é pouco quando a tristeza não me assola, eu gosto de sofrer só pode, comportamento este tipicamente humano e (diga-se de passagem) feminino.  Juru que não queria falar dos meus desenganos, sério, não anseio nenhuma melhora para esse coração vagabundo - credo quanta benevolência nesta noite - sincero, tudo.

Não sou tão agradável e vitimada quanto pareço, essa voz doce no fundo exala - quase sempre - palavras duras apesar dos meus ouvidos não estarem acostumados com a reciprocidade. Eu me sinto em casa na perfeição, o devaneio já não é tão amigável, a saudade do meu vício ainda dói, mas percebi que a vida aqui dentro continua e lá fora nem sempre a vista é bela e encantadora.

Ainda me pego tentando enviar uma mensagem de texto e desistindo, muitas coisas já deveriam ter sumido e nada. Não posso pedir para este pulsante aqui deixar de pensar em alguns momentos ou em alguém, para ser sincera eu até gosto de lembrar. O engraçado é observar que independente das bocas que você beija, a minha ainda é a mais lembrada.
É, o mundo hoje esta aos meus pés e eu tenho certeza do amor que padece aqui no meu peito e você que tanto relutou contra isso, será que tem a absoluta certeza de que o espaço que habito ai dentro é tão pequeno assim?!

Da mesma forma que meus dias mudaram eu ainda gosto do mesmo signo que o meu.


14 de março de 2011

vento.



'Nos pequenos detalhes da vida,

a resposta está escondida.'
Di Ferreiro


Hoje me deu uma vontade de voar, de correr, hoje acordei com anseio absurdo de viver mais, mais e mais.
Enquanto eu pseudo-infartava na cadeira da dentista, olhando para aquele teto meio branco meio amarelo, tentando não me desesperar com o barulho in-su-por-tá-vel daquele aparelho dos infernos, eu pensava na vida.
Foi diferente, aquela nostalgia dolorida como de costume não apareceu, na verdade me bateu uma esperança exorbitante, uma ambição pelo desconhecido e lá no fundo ainda surgiu uma compaixão pelos que foram. É divertido ver que meus velhos realmente estavam certos na maioria das vezes, é gostoso sentir o frio na barriga e continuar vivendo, aliás, já disse que hoje minha respiração esta diferente?! Esta fluindo, leve, sem compromisso, sem medo, só inspiro e expiro, é delicioso demais.
Aaaai, odeio anestesias, odeio injeção e todo tipo de agulhas, ‘%#$@#’ é o que eu falei mentalmente enquanto a assistente magra e desajeitada enfiava aquele sugador de baba na minha boca. É...acho que esta acabando (ufa).
Eu fico tentando entender o que realmente mudou, se foi eu ou todos, droga quem foi?! To percebendo que ando feliz demais, rindo a toa, literalmente ando cagando e andando para as línguas alheias, de acidez já basta a minha e já me acostumei tanto com meu gosto meio amargo meio doce.
A minha vontade louca de sorrir ainda esta aqui, os meus atos convalescem com os sorrisos sinceros, é muito bom deixar fluir, só fluir entende?!
Experimente fazer isso de vez em quando, por enquanto eu estou tentando fazer isso todos os dias.

L.

Minha mente, minha prisão.

Minhas palavras, meu mundo.